História do MUAY THAI no Brasil


A História do Muaythai no Brasil começa com uma dissidência dentro do Taekwondo nacional. Um grupo, que fazia parte da elite deste esporte, resolve partir para novos horizontes, em busca de uma modalidade que trouxesse, ao mesmo tempo, eficiência em seus golpes e uma melhor autonomia em sua prática.

Com este objetivo em mente e a vontade de começar uma nova história nas artes marciais do Brasil, no final da década de 70 o Muaythai é apresentado aos brasileiros pelo Professor Nélio Borges, mais conhecido como Nélio Naja, que a partir do seu empenho e pioneirismo começa a formar e incentivar grandes nomes no Muaythai nacional, como: Flávio Molina (in memorian), Wellington Narany (Academia Naja) e Luiz Alves (Boxe Thai), todos no Rio de Janeiro, em Curitiba com Rudimar Fedrigo (a hoje famosa Chute Boxe), já em São Paulo e no Sul do Brasil nomes como Álvaro de Aguiar (mais tarde consagrado nos Estados Unidos), Paulo Nikolai (ex-técnico da Brazilian Top Team) e Carlos Camacho (introdutor do Muaythai no RS), dão o chute inicial neste novo trabalho. Além de diversos outros professores espalhados por todo o Brasil que foram os pioneiros em suas respectivas regiões.

Outros entusiastas da modalidade viajaram e travaram contato com mestres tailandeses, como é o caso dos Professores Roney Alex com Mestre Boon Riang, Guilherme Bringuel com Kru Puk e Edson Souza com o Arjarn Tong Trithara e Boon Than, entre outros.

Mas coube a Tom Harinck (Diretor da então famosa Escola Chakuriki sediada na Holanda) que estava de férias no Brasil, a incumbência de mostrar o lado organizacional do Muaythai e ensinar o seu sistema aos brasileiros. Foi ele o primeiro estrangeiro a ministrar seminários sobre o prisma de treinamento da Chakuriki, que teve forte influencia no Muaythai, até então praticado, pelos brasileiros.

Todos estes verdadeiros pioneiros tiveram uma grande importância no desenvolvimento do Muaythai brasileiro. Além de formar excelentes atletas que representaram e representam o Brasil em nível internacional, tanto em campeonatos profissionais como em amadores, merecem nossa gratidão pelo seu empenho, dedicação, perseverança no trabalho em prol do desenvolvimento do Muaythai brasileiro. Certamente sem a dedicação que estas pessoas tiveram, muitas vezes deixando sua vida pessoal de lado, para elevar cada vez mais o nome do nosso Muaythai, este esporte não estaria no patamar que se encontra hoje. Em qualquer parte do mundo, quando entramos no ringue somos extremamente respeitados.


 


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